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Re: A ficção das ''urnas brasileiras'' (Pontos: 1) por juliostedile em Terça, outubro 26 @ 15:30:53 BRT (Informações do usuário | Enviar uma mensagem) | Lembre-se: 1) Eu nunca chamei nenhum de vocês de idiota 2) Sua visão do assunto pretende ser a única (por suas respostas), e isso basta para criticá-la; 2) Eu acho de péssimo gosto um professor da USP se dirigir a uma opinião livre como "asneira"
Talvez seja melhor aos visitantes deste site fazerem um boicote, passando a visitar sites nos quais as matérias possam ser comentadas e respondidas sem "coice". |
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Re: A ficção das ''urnas brasileiras'' (Pontos: 1) por WalterDelPicchia em Domingo, outubro 31 @ 01:59:00 BRT (Informações do usuário | Enviar uma mensagem) | Ao Julio Stedile
1.Aceite minhas desculpas pela veemência de minha reação ao seu comentário de 14/10. Tenho combatido discussões emocionais, as quais não são de nosso interesse. Minha única justificativa é que interpretei (erroneamente?) suas frases 'Toda atividade investigativa tende a ser classificada como paranóica justamente por seus exageros. Vocês deveriam ver 'como' funcionam as UEs na prática antes de fazer certos comentários que poderão colocá-los em descrédito.' como depreciativas, pois davam a entender, no mínimo, que éramos um bando de despreparados falando sobre algo que não estudáramos (daí a explicação 'não somos idiotas'). Pois o que temos feito em nosso Fórum, exaustivamente, é estudar esse sistema e debater soluções para sua falta de segurança. Para constatar isso, por favor, acesse www.votoseguro.org , Página de Introdução e leia os estarrecedores 'Laudo de Santo Estevão' e 'Análise do Software 2000'.
2.Temos ouvido tantas afirmações infundadas, que esta de 'votos conferidos e recontados' mexeu com a gente, pois nossa quixotesca luta tem sido justamente pela materialização do voto por meio de sua impressão, para possibilitar uma posterior conferência estatística 'gravado x impresso'. É claro que essa impressão teria que ser feita com os devidos cuidados (sem contato com o eleitor, com garantia de integridade e autenticidade etc.). A Lei Requião/Tuma, que previa a impressão, foi revogada irregularmente por pressão do TSE (veja em www.votoseguro.com/alertaprofessores , em 'A Lei do Voto Virtual').
3.Eu não disse que o Sr. nos chamou de idiotas. Afirmei, preventivamente, que não somos, pois suas frases, já citadas, fizeram-me sentir como tal. (Obs.: Talvez merecêssemos o adjetivo, por lutarmos sem recursos contra um engodo vendido a preço de ouro, e aceito por boa parte da sociedade anestesiada; e se a sociedade aceita ser enganada, não seria idiotice gastar tempo precioso insistindo em defendê-la? Só não me obriguem a votar nesse sistema, no qual não tenho a mínima confiança).
4.A palavra 'asneira' não era para o Sr., que só citou o que leu/ouviu em algum lugar. Foi minha reação contra quem inventa e espalha esses boatos (é muito fácil verificar que os votos não podem ser conferidos, pois o Boletim de Urna fornece os resultados totais da urna, e acredite neles quem quiser; muitos candidatos que não sabem disso têm pedido recontagem e ela tem sido sistematicamente negada, pois não há como fazê-lo). Nesse caso da 'possibilidade de recontagem', penso que não reagi contra uma 'opinião livre', mas contra um 'boato livre'.
5.Nunca me senti dono da verdade e o que escrevi não eram opiniões, mas afirmações factuais e propostas técnicas provenientes de extenuantes discussões e estudos coletivos. Na realidade, mexi muito com a Informática (tenho livro publicado sobre pesquisa ligada à àrea de Inteligência Artificial), mas sou muito limitado na área de Segurança de Dados (que hoje é área muito especializada e mal compreendida pelo pessoal do TSE). Porém, não posso me cercear em apresentar os fatos e argumentos dos quais disponho. Às vezes com desnecessária veemência.
6.Professor da USP também é gente, com seus defeitos e virtudes (mais dos primeiros). Nunca tive a intenção de 'Dar coices'. Peço que releve os eventuais excessos e analise fria e tecnicamente nossas críticas e propostas. Espero que desta discussão não restem seqüelas.
Um abraço
Walter Del Picchia - Escola Politécnica da USP |
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